Ribas do Rio Pardo | Da redação/com Perfil News | 09/10/2013 12h22

Ribas do Rio Pardo é escolhido para receber fábrica de papel e celulose

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Anúncio foi feito pelo governador André Puccinelli Anúncio foi feito pelo governador André Puccinelli (Foto: Rachid Waqued)

Ribas do Rio Pardo (MS) -  Principal convidado da abertura do 46º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel, o governador André Puccinelli apresentou esta manhã (8) em São Paulo (SP) um panorama que comprova Mato Grosso do Sul como o estado atualmente mais atrativo para investimento de indústrias do setor. Reafirmando essa condição, já existe a garantia da instalação de mais uma unidade industrial de celulose, que terá a planta construída a partir de junho do ano que vem, anunciou André.

Ainda sem poder detalhar o novo empreendimento, Puccinelli revelou em conversa com jornalistas do Brasil e do exterior que o projeto é para uma fábrica que produzirá em torno de dois milhões de toneladas de celulose, e que deverá ter recursos de aproximadamente R$ 7 bilhões a R$ 8 bilhões. Ribas do Rio Pardo é o município escolhido para instalação da indústria.

“Temos duas grandes indústrias em Três Lagoas [Fibria e Eldorado], e a Arauco, do Chile, pode também vir, se a Advocacia-Geral da União aprovar a questão da quantidade de terras que pode ser adquirida por empresa estrangeira. E essa, então [anunciada], seria a nossa quarta fábrica”, afirmou o governador. “E também existe a negociação de uma empresa com o Governo do Estado para implantar uma fábrica de MDF na região de Três Lagoas”, completou.

Em palestra para integrantes de toda a cadeia produtiva da indústria de papel e celulose, André Puccinelli confirmou os projetos de duplicação das plantas da Fibria e Eldorado, que atualmente produzem 1,3 milhão e 1,5 milhão de toneladas, respectivamente.

POLÍTICA OUSADA

A expansão desse segmento é um dos resultados concretos da política de diversificação da matriz econômica adotada pela administração e Mato Grosso do Sul a partir de 2007. Aproveitando a localização geografia estratégica, o governo fez o Zoneamento Ecológico-Econômico, promoveu a desburocratização do licenciamento para empreendimentos florestais em terras degradadas, e instituiu o Plano Estadual para o Desenvolvimento Sustentável de Florestas Plantadas.

“Devido a essa política ousada, mais agressiva, e ampliando os incentivos fiscais e tributários que existiam, nos tornamos mais competitivos em alguns setores. Além disso, temos parcerias com a Federação das Indústrias, com o Sebrae, com o Senar [Serviço Nacional de Aprendizagem Rural] e os Municípios para formar mão de obra”, destacou o governador.

Em seis anos – de 2006 para 2012 - o plantio de florestas em Mato Grosso do Sul saltou de 160 mil hectares para 597 mil hectares, número que o Governo Estadual quer fazer aumentar ainda mais. “Mais 100 mil hectares em 2013 e outros 100 mil em 2014, sendo que o teto para o nível industrial que pretendemos é de dois milhões de hectares”, explicou André.

LOGÍSTICA

O panorama sobre Mato Grosso do Sul no setor de papel e celulose revelou também aos participantes do Congresso da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel as perspectivas de abertura de mercado e barateamento de frete para o comércio da produção.

“Uma empresa não se instalada em um lugar aonde não se chega e de onde não se sai. Por isso, desde janeiro de 2007 começamos um estudo e elencamos programas para implantar a logística necessária para sermos mais competitivos. Fizemos o MS Forte 1 e agora estamos fazendo o MS Forte 2”, contou, destacando os principais investimentos desse programa estadual.

As hidrovias Paraguai e Paraná, o avanço da rota interoceânica e os projetos de novas ferrovias – Norte Sul e Ferroeste – trazem, conforme o governador de Mato Grosso do Sul, expectativas de melhorias significativas para o transporte da produção. André acredita que em cinco anos as ferrovias já serão uma realidade. “Teremos ferrovias para tudo quanto é lado, e elas serão suficientes para enviar nossa produção”, analisou.

Em outra peculiaridade abordada durante explanação em São Paulo, André Puccinelli destacou a existência do FCO – Fundo Constitucional do Centro-Oeste - e FDCO – Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste que podem ser utilizados para financiar projetos estruturantes. “Tem cerca de um bilhão e meio de reais entrando ano a ano na carteira de novos investimentos, tanto na área rural quanto na empresarial”, explicou. “Com tudo isso, só não vai para Mato Grosso do Sul quem não tiver vontade de trabalhar. E este setor de celulose e papel é muito bem-vindo”.

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